Blog Comer Sem Culpa

15/03/2010

Funcionais em xeque...

 

Você já deve ter ouvido falar em alimento funcional. Aquele, que além de alimentar uma pessoa, traria benefícios à sua saúde. No Citen, sempre nos preocupamos com as dificuldades para comprovação desses efeitos, muito são “quase medicamentos”, de tantos benefícios atribuídos a alguns desses alimentos. Nos incomoda muito ver as pessoas apostarem tudo nestas informações, incorporando esses alimentos em suas dietas, muitas vezes, totalmente inadequadas, sem se darem conta que seria muito melhor e mais seguro elas investirem nos benefícios de uma alimentação saudável.

 

Não existem alimentos-remédios, apenas alimentos saudáveis. Vinte anos depois da chegada ao mercado dos iogurtes com lactobacilos, margarinas com fitosteróis, derivados de soja em leites, sucos e chocolates, um trabalho científico criterioso em andamento, realizado pela agência reguladora de alimentos européia (EFSA – European Food Safety Authority) questiona os reais benefícios desses suplementos. Um dos produtos que tiveram avaliação negativa foram os iogurtes e leites com lactobacilos, amplamente utilizados no Brasil. 

 

O apelo desses produtos é muito forte, tendo em vista a dificuldade das pessoas em consumir alimentos naturais, mas mesmo que suas ações fossem benéficas, eles seriam completamente ineficazes, se incorporados a uma dieta inadequada.

 

Por Citen às 15h55

12/03/2010

Uma dieta que protege o coração

 

 

A Espanha lançou uma campanha, junto à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), para transformar a Dieta do Mediterrâneo em patrimônio cultural da humanidade. É bem conhecida entre os países europeus a baixa taxa de mortalidade cardiovascular entre os povos  da área do Mediterrâneo, incluindo  Itália, França, Espanha e Portugal em relação aos países do norte e do leste europeu.

 

A explicação mais provável para esse fenômeno está relacionada à Dieta Mediterrânea, uma forma de alimentação cuja principal característica é sua riqueza em gordura monoinsaturada, o azeite. É muito importante lembrarmos que a Dieta do Mediterrâneo é muito mais que uma dieta rica em gordura saudável, pois além dela, os povos mediterrâneos consomem muitas frutas,  cereais e hortaliças, vinho tinto regularmente e uma quantidade muito pequena de gordura saturada, sob a forma de carne vermelha.

 

Assim, não basta comer azeite, como pensam algumas pessoas, com o objetivo de proteger o coração, é importante uma variedade de alimentos saudáveis e reduzir a ingestão de gorduras saturadas. Essa é a parte mais difícil para os brasileiros, acostumados ao churrasco, à feijoada  e a regar a pizza de mussarela com azeite.

Por Citen às 11h59

10/03/2010

Alimentos fortificados???

 

 

Nos supermercados, o que vemos é uma grande variedade de alimentos contendo vitaminas, acrescidos de ferro e sais minerais, quantidades extras de fibras e de cálcio, concorrendo pela preferência de um consumidor confuso, em meio a tantas informações.

 

O acréscimo de uma vitamina a um biscoito ou a um refrigerante não significa que esse alimento seja nutritivo, pois, muitas vezes, ele tem alto teor de sódio ou de gordura saturada. Diante de tamanha oferta, é preciso avaliar a necessidade de consumirmos salgadinhos, biscoitos, cereais matinais, gelatinas e até balas em versões fortificadas, uma vez que a maioria desses produtos não carrega quantidades importantes de nutrientes, portanto, não devem ser ingeridos à vontade e não substituem os alimentos naturais.

 

Não se justifica a utilização de alimentos questionáveis do ponto de vista nutricional somente porque eles foram fortificados com essa ou aquela vitamina. Alguns exemplos bem sucedidos de alimentos fortificados no Brasil são o sal iodado, a água fluoretada e a fortificação das farinhas de trigo e de milho com ferro e ácido fólico.

 

Nos casos citados, a suplementação vitamínica beneficia grande parte da população brasileira, conseguindo alcançar todas as classes sociais, nos diversos recantos do Brasil, onde foi adotada.

 

Por Citen às 09h53

08/03/2010

O perigo das dietas da moda

 

 

Dieta do Dr Atkins, Dieta Espiritual, Dieta de South Beach, Dieta de Beverlly Hills, Dieta da USP, Dieta Ortomolecular, Dieta de Hollywood e finalmente, veio para arrasar, a Dieta do Tipo Sanguíneo... Há muitas outras que vocês devem conhecer melhor do que eu. O que elas têm em comum, além da completa falta de base científica?

 

Elas emagrecem, e muito. Vocês sabem por quê? Porque todas elas contém menos calorias do que gastamos, e essa é a única condição para uma dieta emagrecer uma pessoa. Por outro lado,  elas não têm nenhum compromisso com nossas necessidades nutricionais. São monótonas, não são balanceadas, omitem alimentos importantes e são, muitas vezes, de sabor tão ruim que não vemos a hora de terminarmos o regime para voltarmos a comer como antes, inviabilizando qualquer sonho de manutenção.

 

Portanto, meus caros, desacreditem delas!  Desacreditem das perdas fáceis, dos medicamentos milagrosos, das práticas médicas não consagradas e não avalizadas pelo mundo acadêmico. Desacreditem dos procedimentos que não têm consenso,  praticados por uns poucos. Desacreditem do que não é  ensinado nos bancos das escolas de medicina.

 

E acreditem muito no poder de cada um em mudar a própria história e a própria doença, principalmente, quando a nossa doença está sendo causada por nossos maus hábitos.

Por Citen às 12h42

07/03/2010

Contra os maus hábitos alimentares da terceira idade

 

 

 

Existe uma fase da vida quando é muito difícil fazer dieta. As pessoas comem mal, adoram guloseimas, evitam verduras e legumes e passam a beliscar mais e comer menos nas refeições básicas.  Não estou falando da adolescência, estou me referindo à terceira idade.

 

Esses novos hábitos vão se instalando a partir dos 60 anos e as pessoas passam a perder peso, à medida em que avançam rumo aos 70 anos. Naturalmente, sem se dar conta de que, além de gordura, eles perdem uma estrutura vital que embeleza, sustenta e ajuda no equilíbrio do corpo humano, a massa muscular. Isso se deve à progressiva perda de apetite e a um estilo de vida sedentário, próprio dessa fase da vida.

 

Nesse contexto, os suplementos protéicos e os hormônios fazem muito mais mal do que bem. Precisamos investir em atividade física e reeducação alimentar para preservar os músculos. Para isso podemos utilizar preparações protéicas gostosas e de fácil mastigação. Podemos preparar carnes macias, moídas, desfiadas ou em postas, sob a forma de bolinhos e almôndegas assadas, “escondidinhos” e tortas salgadas.

 

Podemos utilizar ainda suflês, panquecas e gratinados de legumes, com molhos à base de leite e queijos e até omeletes deliciosas. Tudo isso para repor a preciosa proteína que se perde com o avançar da vida.

 

Por Citen às 20h32

03/03/2010

Tentações pelas ruas

 

Quem resiste a uma fatia de abacaxi exposta em uma banca de rua, em um dia  ensolarado? Quem nunca se sentiu saudável ao devorar um açaí na tigela? Como resistir a um caldo de cana gelado e preparado na hora? Por que não optar por um cachorro quente recheado de maionese, vendido no carrinho da esquina do escritório? Como não ser fisgado pelo aroma da cebola frita que emana das panelas de Yakissoba preparado a céu aberto nas ruas? E o que dizer do suco de laranja  em jarras de plástico em qualquer esquina das grandes cidades?

O que todos estes alimentos têm em comum é um  grande risco da contaminação. São alimentos manipulados sem cuidados higiênicos e sanitários. Podem causar desde infecções intestinais  até colites graves, com sangramento digestivo causadas por vírus e bactérias, como as salmonelas que contaminam facilmente as maioneses caseiras.

Mas os riscos não param por aí. Nos últimos 5 anos, registramos um verdadeiro surto de Doença de Chagas, transmitida pelo barbeiro ou suas fezes, que são moídos juntamente com a cana de açúcar e o açaí.

Resistir a todos esses riscos, esta é a coisa certa a fazer. Quem é bem informado, procura se alimentar em locais que se preocupam com os cuidados de manuseio, transporte e acondicionamento seguro dos alimentos.

Por Citen às 13h11

02/03/2010

Comer sem culpa

 

Comer pode ter várias conotações. Prazer, festividade, congraçamento, bom humor e comemorações. Comer junto estreita laços e amolece corações. Cria um clima intimista para um bom namoro e estabelece parcerias para grandes negócios. COMER é realmente muito bom, mas SEM CULPA!

Existe, entretanto, um outro lado do comer que é solitário e triste, subversivo e clandestino, que traz isolamento e perturba o convívio social. Um comer com culpa, onde o prazer parece proibido e masoquista. Você já pensou no tipo de relação que você tem com a comida?

Já pensou nas suas reações ao tomar uma taça de sorvete, ou ao comer uma barra de chocolate? É bom pensar. Se você consegue fechar os olhos e saborear o seu alimento preferido sem culpa, você, com certeza, tem maiores chances de ser feliz, pois COMER SEM CULPA é um dos pilares da felicidade humana.

Por Citen às 16h28

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Sobre o blog

Comer corretamente pode parecer uma tarefa impossível nos dias de hoje. O tempo é curto, a ansiedade generalizada e as informações são, muitas vezes, simplistas e tendenciosas, idealizando alguns alimentos e difamando outros. Esquecemos da premissa que, em Nutrição, não existem alimentos ruins, e sim dietas inadequadas. A idéia deste blog é esta - mostrar que a dieta ideal é possível e prazerosa. Juntos, podemos controlar calorias e balancear os nutrientes, respeitando as nossas emoções.

Sobre as autoras

Dra. Ellen Simone Paiva -

Endocrinologista e nutróloga, diretora do Citen (Centro Integrado de Terapia Nutricional). Mestre na área de Nutrição e Diabetes pela USP e especialista em Transtornos Alimentares pela Unifesp. Colunista dos sites Minha Vida, Guia do Bebê e do Blog de Especialistas da Dican.


Dra. Amanda Epifânio Pereira -

Nutricionista, especialista em Nutrição de Doenças Crônicas pelo Hospital Israelita Albert Eistein e em Transtornos Alimentares pela Unifesp.

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