Blog Comer Sem Culpa

15/08/2011

O posicionamento atual acerca dos suplementos vitamínicos


O National Institutes of Health (NIH), órgão máximo de saúde do governo americano, acaba de lançar seu mais recente posicionamento a cerca do uso dos suplementos alimentares. Nada mal para um país que gasta 23 bilhões de dólares anuais com pílulas, cápsula, pós, bebidas e barras energéticas veiculando vitaminas, minerais, ervas medicinais, enzimas e  aminoácidos dentre outros.

Desde o início do documento, o NIH deixa bem claro que nenhum suplemento substitui uma alimentação saudável. Esse detalhe é fundamental para os Estados Unidos, onde mais da metade da população toma algum tipo de suplemento vitamínico e para o Brasil, que acaba de receber os dados do IBGE dando conta de que ingerimos muito menos vitaminas do que necessitamos a partir dos alimentos. Logo, a saída para nós não está em nos igualarmos aos americanos em gastos com suplementos vitamínicos, mas sim em adequarmos os nossos padrões alimentares à produção nacional de alimentos.

Outro ponto importante abordado pelo NIH é a cerca da segurança desses suplementos e que sempre esteve em nossa pauta de ressalvas com relação a eles.  A denominação “natural” não os isenta de riscos à saúde. É bem certo que a legislação, muito frouxa em relação a tais suplementos,  dá a falsa impressão de que eles sejam mesmo muito seguros. Daí é importante entendermos que essa falha existe não só no Brasil, mas também nos Estados Unidos e em todo o mundo.

Muitos efeitos colaterais e reações graves com o uso dos suplementos vitamínicos nunca são notificados, pois na maioria das vezes eles são usados sem prescrição médica. Apesar disso, muitos estudos são contundentes em demonstrar seus riscos. Dentre eles, é bem conhecido o aumento do risco de câncer de pulmão para os fumantes em uso de betacaroteno, a ineficácia da proteção das vitaminas em fumantes, os resultados controversos em relação à proteção cardiovascular da vitamina e o risco de aumentar as lesões oxidativas como ocorre com a vitamina C. A polêmica ainda vai além, quando alguns estudos revelam que o processo oxidativo dos radicais livres pode ter uma ação benéfica em relação à imunidade e que o excesso de vitaminas antioxidantes poderia causar danos à imunidade.

Assim, quando alguém revolve tomar um suplemento vitamínico, ele deve responder a algumas perguntas básicas: qual  benefício desse suplemento para a minha saúde? Há algum risco relacionado a ele? Qual a dose apropriada  para mim? Como, quando e por quanto tempo eu devo usá-lo? Meu médico foi avisado sobre esse suplemento? Há alguma interação desse composto com meus medicamentos?

Finalmente, apesar de ainda deixar muitas dúvidas a cerca do seu posicionamento, o NIH define alguns benefícios cientificamente comprovado dos suplementos. Dentre eles, estão o  cálcio e a vitamina D na mulher após a menopausa, ferro e folato na gestante e ômega 3 em alguns casos de doenças cardiovasculares. De acordo com o NIH, esses suplementos não são medicamentos e não devem ser usados para tratar, aliviar, prevenir ou curar doenças. Se essas recomendações fossem seguidas pelos usuários de vitaminas em todo o mundo, isso causaria a interrupção de sua quase totalidade, uma vez que a prevenção de doenças crônicas motiva  a grande maioria das pessoas que se utiliza desses suplementos.

 

Por Citen às 08h42

12/08/2011

O hábito do brasileiro de ingerir sucos e refrigerantes

De acordo com o IBGE, o brasileiro consome, em média, 250ml de bebidas doces diariamente. Cerca de 94 ml de refrigerantes e 145ml de sucos e refrescos. O consumo de refrigerantes aumenta com a renda e as versões diet  praticamente não são consumidas pelos brasileiros na menor categoria de renda.

Quando analisamos esses dados com o consumo americano, nós podemos notar que, felizmente, nós não somos páreo para eles. Nos últimos 10 anos, o consumo de refrigerantes pelas crianças quase dobrou nos Estados Unidos. Os adolescentes (garotos) tomam em média, de três a quatro latas por dia, 10% deles chegam a ingerir sete ou mais latas. A média para as meninas adolescentes é maior que duas latas diárias, sendo que 10% delas chegam a beber mais de cinco latas ao dia.

Nos últimos 20 anos, uma onda líquida inundou as gôndolas dos supermercados com repercussão sobre as despensas e geladeiras das residências em todo o mundo. Incorporamos à nossa dieta calorias extras, provenientes de sucos de frutas, bebidas de soja, chás e refrigerantes. São centenas de produtos líquidos com rótulos pouco elucidativos, escritos em letra miúda, com ingredientes difíceis de serem compreendidos até pelos profissionais da área de Nutrição.

Do ponto de vista de calorias, as bebidas incorporadas às refeições diárias passaram definitivamente a fazer parte da nossa alimentação. Em todas as refeições, desde o café da manhã, passando pelos lanches escolares, até o jantar, lá estão elas: as bebidas doces, disfarçadas pelo puro néctar das frutas, pelas qualidades da soja e até mesmo pelos micronutrientes dos refrigerantes, aumentando as calorias das refeições às custas de grandes quantidades de açúcares.

Se considerarmos que muitas pessoas  consomem um copo de refrigerante ou suco, em todas as refeições ou lanches (cinco copos ao dia), elas terão, em média, 550 calorias adicionadas às suas refeições, o que representa o valor calórico de uma refeição a mais durante o dia.

Muitas mães se enganam ao supor que seus filhos comem de maneira mais saudável ao substituir os refrigerantes por sucos artificiais de frutas ou soja, pois esses dois últimos, muitas vezes, são mais calóricos do que os próprios refrigerantes, não preservam as propriedades nutricionais das frutas, e contém quantidades de sódio, corantes e conservantes muito semelhantes aos refrigerantes.

Expostas a essa carga de líquidos de sabor doce, pessoas de todas as idades passaram a mudar seus hábitos, incorporando calorias, açúcares e adoçantes, em volumes jamais pensados. Resultado: as silhuetas saltaram para graus variáveis de sobrepeso e obesidade. Nesse contexto, a excessiva ingestão de alimentos líquidos industrializados e de sabor doce, passou a figurar entre as principais causas de obesidade em todo o mundo, principalmente entre crianças e adolescentes, que passaram a se hidratar essencialmente por meio destes alimentos, abandonando, definitivamente a água.

Diante dos dados americanos, os nossos podem parecer seguros, mas vale lembrar que o consumo tem  aumentado de forma significativa, principalmente na zona rural, onde os recentes  dados do IBGE são preocupantes, revelando um aumento no consumo de refrigerantes tipo cola em 92% entre a última análise orçamentária de 2002-2003 até a atual 2008-2009. 

Por Citen às 08h05

10/08/2011

A soja pode mesmo melhorar os sintomas da menopausa?

Nós temos conhecimento que para 25% das mulheres a menopausa pode até passar despercebido não fosse a sua associação com a interrupção das menstruações. Para outros 25% delas a transição é um verdadeiro suplício. Nada acalma os sintomas. O sono se torna leve e fragmentado, o humor depressivo e as ondas de calor muito freqüentes e insuportáveis. Nesses casos, o único recurso capaz de aliviar os sintomas é o uso de medicamentos a base de hormônio feminino. Os 50% restantes de mulheres tem sintomas de intensidade variável, geralmente de leve a moderada, com duração de cerca de um ano após a última menstruação.

A grande polêmica a cerca dos efeitos de certos medicamentos no combate aos sintomas do climatério ocorre justamente nesse grupo de mulheres. Nelas, os resultados dos trabalhos científicos ora revelam efeito benéfico, ora nenhum efeito dos vários medicamentos candidatos. Entre eles, liderando as pesquisas, estão as isoflavonas, substâncias derivadas da soja e muito parecidas com o hormônio feminino em sua estrutura química.

Há mais de uma década, as primeiras pesquisas com os derivados da soja nos encheram de esperanças. Elas revelavam que as isoflavonas poderiam reduzir a incidência dos fogachos em até 60% das mulheres, valor esse muito próximo dos 80% observados com o uso do hormônio feminino e muito superior aos 20% alcançados com o placebo (cápsula sem o medicamento). Entretanto, ano após ano, os novos estudos não conseguiram reproduzir os efeitos brilhantes dos primeiros.

O mais recente estudo que analisou os efeitos das cápsulas de isoflavonas acaba de ser publicado na revista Archives of Internal Medicine. Foram avaliadas 126 mulheres, metade usando placebo e a outra metade usando cápsulas de isoflavonas. Analisados os dois grupos, não foi encontrada diferença significativa nas densitometrias que medem a massa óssea,  nem houve diferença na melhora dos fogachos entre as mulheres usando placebo ou isoflavona.

O que vem sendo comprovado mais e mais em estudos recentes retira de nós toda esperança de havermos encontrado um estrogênio natural e isento dos riscos de câncer ginecológico já bem documentado com a reposição hormonal. As isoflavonas parecem agir como qualquer placebo, ou seja, atuam em 30% das pacientes, que melhoram seus sintomas. Mas, na verdade, essa melhora poderia ocorrer naturalmente, sem nenhum medicamento ser usado, pois as oscilações dos sintomas climatéricos ocorrem com ou sem medicamentos. Além disso, essa melhora poderia  também ocorrer com qualquer outro componente usado como placebo, vitaminas por exemplo. 

Por Citen às 08h31

08/08/2011

Nosso consumo de frutas verduras e legumes

De acordo com o IBGE em sua recente pesquisa de orçamentos familiares (POF), apenas um em cada dez brasileiros consomem a quantidade ideal de frutas, legumes e verduras. E, aparentemente, não se trata de dificuldades no preparo, uma vez que apenas 16% da população relatam comer salada crua com freqüência.

Quando analisamos as possíveis causas desse processo de mudança no nosso prato, uma conclusão inevitável é a industrialização do nosso país que envolve também a indústria alimentícia. Essa globalização dos alimentos não é exclusiva do Brasil, pois se acordo com o Dr. Barry Popkin, professor de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Carolina do Norte nos Estados Unidos, a alimentação, de uma maneira geral, sofreu a mais deletéria globalização. Passou a ser rica em gorduras, sem micronutrientes ou fibras, rica em carboidratos refinados e sal, muito mais palatável do que frutas, verduras e legumes. Além de tudo isso, essa refeição  moderna e advinda dos supermercados é muito mais frugal, ou seja, causa saciedade muito curta, de modo que a sensação de fome ocorre muito mais precocemente, dado à falta de resíduos e à rápida absorção dos seus componentes.

Com a crescente industrialização dos alimentos, a maior participação da mulher no mercado de trabalho, o aumento da carga horária nas empresas e a expansão das redes de fast food, as refeições sofreram uma completa descaracterização. Passamos a fazer lanches, ao invés de almoçar e jantar, muitas vezes, esses lanches são mais calóricos e ricos em gorduras do que uma refeição balanceada. Isso vale para as famílias de todas as partes do mundo, do ocidente ao oriente.

As implicações dessa mudança em nosso prato é o surgimento de uma geração de pessoas com obesidade e desnutrição. Essa situação de aparente antagonismo pode ser compreendida pelos dados recentes da POF revelando o aumento assustador da obesidade infantil associada aos índices de deficiências vitamínicas jamais pensados. Em média, a deficiência de vitamina A está presente em cerca de 70% dos brasileiros de todas as faixas etárias e a deficiência de vitamina C  53% deles.

O aumento da renda do brasileiro observado nos últimos 15 anos permitiu o seu acesso a bens de consumo e ao alimento industrializado. A sedução desse alimento, oriundo dos supermercados, é inegável pela sua praticidade, sabor, custo e até pela demonstração de  status que ele causa. E é neste mundo evoluído e complexo que tentamos incutir na cabeça das pessoas que a alimentação é um dos pilares da saúde do homem moderno e que seus maiores aliados são as frutas, verduras e legumes. 

 

Por Citen às 08h27

04/08/2011

Os brasileiros não abrem mão do arroz com feijão

Essa foi a melhor notícia divulgada pelo IBGE em sua recente pesquisa de orçamentos familiares. Embora o consumo de arroz com feijão esteja em queda,  70 e 80% dos brasileiros ainda prestigiam essa associação culinária. Tão nutritiva quanto saborosa. Uma verdadeira marca do Brasil. Isso deve ser valorizado e incentivado em todas as classes sociais.

Além de ricos em carboidratos (garante energia), proteínas (ajuda na construção dos músculos e gera saciedade), fibras (proteção intestinal) e ferro (sustenta os glóbulos vermelhos), o arroz e o feijão se completam, pois são compostos por aminoácidos que quando consumidos juntos, originam uma proteína de excelente qualidade nutricional.

Há muitos mitos em relação ao arroz com feijão que devem ser combatidos. O maior é que eles engordam. É muito comum encontrarmos pacientes  que querem emagrecer engajados em dietas que eliminam o arroz com feijão e ficam surpresos quando recomendamos o uso desses alimentos rotineiramente em nossas dietas.  Acreditam que só conseguem emagrecer comendo grelhados e saladas. Não imaginam  que esse seja um erro muito comum, que pode colocar qualquer regime em risco. A questão é que nenhuma outra combinação alimentar cause tamanha saciedade como o arroz com feijão. Ela, por si só, garante a tolerância ao consumo de uma dieta pouco calórica sem muita fome nos intervalos, evitando os beliscos que jogam por terra os planos mais bem intencionados de fazer dieta.

Para tirar maior proveito do arroz com feijão, é preciso ter cuidado na hora do preparo. Quanto mais simples, melhor. Portanto, nada de enriquecer o feijão com gordura, acrescentando lingüiça ou bacon, ou preparar o arroz como risotos gordurosos. Essas associações são muito calóricas e ricas em gordura saturada, pondo em risco as grandes qualidades nutricionais dessa dupla dinâmica. 

Por Citen às 19h43

03/08/2011

Alimentar é sempre melhor do que suplementar: adequação do cálcio

 

As recentes descobertas a cerca dos riscos da suplementação de cálcio traz de volta um tema muito polêmico e polarizado na classe médica, a suplementação nutricional. Há muito sabemos dos riscos que envolvem essa prática e sua aparência inofensiva. Os dados científicos dos últimos grandes trabalhos foram inquestionáveis à cerca do risco em relação à suplementação das vitaminas E, C e Betacaroteno.

Com essa noção do risco da suplementação, o que fazer diante dos recentes dados do IBGE que revelam a inadequação do consumo de cálcio em todas as faixas etárias dos brasileiros.  Os dados da última pesquisa de orçamentos familiares (POF) 2008-2009 que acabam de ser divulgados são alarmantes e devem mobilizar os profissionais da saúde envolvidos com a nutrição, no sentido de darem maior ênfase a esse detalhe da dieta. O brasileiro precisa ingerir mais cálcio. Seja ele criança, adolescente, adulto ou idoso.

O cálcio é componente fundamental de todas as células do organismo. Apesar de ser associado à saúde óssea, o cálcio também é fundamental para o controle da pressão arterial, transmissão de impulsos nervosos, contração muscular e secreção de hormônios como a insulina. O maior conteúdo de cálcio do nosso corpo está em dentes e ossos, cerca de 99%.

As necessidades desse mineral são maiores na adolescência, devido ao estirão de crescimento;  na gestação, devido às necessidades adicionais do bebê e na menopausa, quando a redução do hormônio feminino faz com que a mulher perca um dos seus principais mecanismos de fixação do cálcio os ossos.

Entre as atuais evidências da inadequação do cálcio da dieta e a nossa necessidade de adequação da mesma, uma questão é bem clara. Não são os suplementos de cálcio a nossa saída para esse impasse e sim a melhoria da dieta.  Como fazer para conseguirmos atingir a ingestão média de 1000mg de cálcio por dia através dos alimentos? Eis as dicas:

(1)   As principais fontes de cálcio são leites e derivados. Não se iludam com os queijos amarelos, pois são mais calóricos e devem ser consumidos em quantidades que não atendem às necessidades de cálcio.

(2)   O leite desnatado tem a mesma quantidade de cálcio que o integral. 

(3)   O cálcio ingerido junto com as refeições é menos absorvido, portanto a mussarela de búfala ingerida na salada e o queijo dos gratinados, molho branco e massas praticamente não contam.

(4)   As verduras verdes escuras, apesar de serem fontes de cálcio, contem quantidades muito pequenas, cerca de 40mg de cálcio por 100g de alimentos.

(5)   Para os intolerantes à lactose, temos o leite de vaca sem lactose disponível no mercado e os leites de soja originais  não são uma boa opção por não conterem cálcio.

(6)   Para as crianças, é sempre importante lembrar que elas não devem substituir o leite por sucos ou refrigerantes e que os lanches escolares devem sempre contar com uma fonte de cálcio como uma fatia de queijo frescal em um sanduiche, ou um iogurte ou uma bebida láctea.

(7)   Para os adultos, principalmente mulheres e idosos, as necessidades podem ser alcançadas com a ingestão de 3 fontes de cálcio como um copo de leite, uma fatia grossa de queijo e um iogurte, em variações de acordo com as preferências individuais.

(8)   Finalmente, laticínios e leite de soja suplementados de cálcio podem auxiliar nessa adequação e, em situações especiais como nos casos de osteoporose instalada, devemos manter as necessidades adequadas, mesmo que para isso tenhamos que suplementar uma parte.

 

Por Citen às 12h56

01/08/2011

As dúvidas que pairam sobre os riscos da suplementação de cálcio

Sempre foi consenso recomendarmos a adição de cálcio sob a forma de suplementos ao dia a dia das pessoas, principalmente aquelas cujas necessidades do mineral dificilmente são alcançadas com a alimentação. Entretanto, dados recentes sobre possíveis riscos dessa conduta tem deixado inquieta a sociedade médica envolvida na prevenção e tratamento das doenças osteometabólicas.

Sabemos que o cálcio alimentar ou na forma de suplementos diminui o risco de fraturas, principalmente em mulheres com osteoporose. Essa redução chega a 10% ou até 16% quando o cálcio é associado à vitamina D. Daí que a maioria dos suplementos de cálcio disponíveis no mercado já vem associados à essa vitamina e são líderes de vendas da indústria farmacêutica em todo o mudo. Por isso mesmo que os resultados dos possíveis efeitos deletérios do uso do cálcio suplementar, nos deixou bastante preocupados.

Nos últimos quatro anos começaram a surgir os dados de pesquisas que indicavam que a suplementação de cálcio estaria associada a um aumento do número de infartos na ordem de 20 a 30% quando comparada com mulheres que não recebiam cálcio suplementar. A explicação possível seria que as doses dos comprimidos de cálcio poderia causar elevações agudas dos níveis de cálcio sanguíneo e isso causaria calcificações vasculares que por sua vez predisporia ao infarto.

Contrapondo a esses dados, outros autores não encontraram tal associação e fica no ar a dúvida a ser sanada em futuros estudos. A certeza que temos é que a partir de agora devemos individualizar muito mais nossa orientação sobre a adequação do cálcio na dieta dos nossos pacientes. Apesar das dificuldades de alcançarmos as doses ideais de cálcio com os alimentos, essa conduta passou a ser muito mais segura e devemos investir nela.

Por Citen às 10h58

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Sobre o blog

Comer corretamente pode parecer uma tarefa impossível nos dias de hoje. O tempo é curto, a ansiedade generalizada e as informações são, muitas vezes, simplistas e tendenciosas, idealizando alguns alimentos e difamando outros. Esquecemos da premissa que, em Nutrição, não existem alimentos ruins, e sim dietas inadequadas. A idéia deste blog é esta - mostrar que a dieta ideal é possível e prazerosa. Juntos, podemos controlar calorias e balancear os nutrientes, respeitando as nossas emoções.

Sobre as autoras

Dra. Ellen Simone Paiva -

Endocrinologista e nutróloga, diretora do Citen (Centro Integrado de Terapia Nutricional). Mestre na área de Nutrição e Diabetes pela USP e especialista em Transtornos Alimentares pela Unifesp. Colunista dos sites Minha Vida, Guia do Bebê e do Blog de Especialistas da Dican.


Dra. Amanda Epifânio Pereira -

Nutricionista, especialista em Nutrição de Doenças Crônicas pelo Hospital Israelita Albert Eistein e em Transtornos Alimentares pela Unifesp.

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