Blog Comer Sem Culpa

31/08/2011

As diversas faces da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP)

A principal característica de uma síndrome é seu conjunto de sinais e sintomas, que se agrupam e passam a caracterizar uma doença, ainda sem causa definida. Realmente, ainda não conhecemos as causas que levam às várias manifestações hormonais e metabólicas da SOP. Sabemos apenas que suas manifestações são variadas, dificultando o consenso sobre o seu diagnóstico e tratamento. Para se ter uma idéia dessa complexidade, especialistas de todo o mundo já se reuniram várias vezes para buscarem uma conclusão sobre o tema e ainda pairam dúvidas.

As manifestações clássicas são a irregularidade menstrual e as alterações dermatológicas caracterizadas pelo excesso de pelos e acne, principalmente em áreas onde atuam os hormônios masculinos como face, raiz das coxas, linha média do abdome e dorso. Além delas, a menina pode inclusive não menstruar ou apresentar um sangramento inicial sinalizando a primeira menstruação e os ciclos desaparecerem por completo.

Há ainda uma forma de SOP onde a mulher tem ciclos completamente regulares e isso pode mascarar o diagnóstico. Entretanto, quando avaliadas com mais detalhe, podemos observar as imagens dos cistos ovarianos na ultrassonografia pélvica e alterações hormonais caracterizadas pelo excesso de hormônios masculinos.

Finalmente, podemos diagnosticar a SOP em muitas mulheres que procuram tratamento para infertilidade. Nesses casos, a manifestação central é a ausência de ovulação. Por incrível que pareça, elas podem ter hormônios normais e manifestações cosméticas leves, muitas vezes amenizadas pelo uso prolongado de anticoncepcionais.

Uma característica, entretanto, é comum a todas as faces da SOP. A obesidade. Não uma obesidade qualquer, mas uma forma muito característica de acúmulo de gordura corporal, totalmente atípica nas adolescentes e mulheres jovens. A doença propicia a obesidade central, com acúmulo de gordura principalmente no tronco, ao invés da sua natural distribuição em quadris e coxas.

Sempre que encontramos adolescentes com essa característica de obesidade, somos levados a pensar na possibilidade de SOP, independente da ocorrência de suas várias faces. 

Por Citen às 12h57

29/08/2011

Ovários Policísticos - uma causa real de sobrepeso e obesidade

Para muitas mulheres, não é nada esclarecedor quando elas são informadas que tem a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP). A começar pelo nome, pois a  Síndrome dos Ovários Policísticos pode ocorrer sem que o exame de ultra-sonografia revele cistos nos ovários e, muitas vezes, temos que excluir várias outras doenças que tem em comum a produção excessiva de hormônios masculinos pela mulher. Além disso, 20% das mulheres normais podem apresentar ovários policísticos sem nenhuma manifestação clínica ou alteração hormonal, não sendo caracterizadas como portadoras da Síndrome dos Ovários Policísticos.

Geralmente tudo começa por volta dos 10 aos 12 anos, quando os ovários da menina, até então inativos, passam a produzir hormônios em grande quantidade,desencadeando a puberdade e com ela a menarca, nome dado a primeira menstruação. Nessa época, já se nota uma maior tendência ao ganho de peso e no rosto, os efeitos dos hormônios  sob a forma de acne e seborréia, características que dão à pele da adolescente aquela aparência oleosa. Tudo isso pode ser normal e desaparecer lentamente, assim que a turbulência hormonal dá lugar às secreções hormonais cíclicas e regulares da mulher adulta.

De repente, essa regularidade não ocorre e o que é pior, as menstruações passam a ocorrer de maneira mais espaçada e irregular, a acne se agrava e aparecem pêlos mais escuros, principalmente em área ditas androgênicas  - rosto, raiz das coxas, linha média do abdome, em volta da aréola mamária - e as proporções corporais não param de aumentar. Tudo parece comprometer ainda mais a grande instabilidade da adolescente: sua insegurança, sua baixa auto-estima, sua rebeldia e sua tão distante imagem corporal ideal.

A mais importante dificuldade ginecológica das mulheres com SOP é a dificuldade ovulatória e a infertilidade. Além disso, várias complicações podem ocorrer com essas mulheres quando elas conseguem engravidar, dentre elas, o maior índice de abortamentos, o diabetes gestacional, a hipertensão arterial da gestação e a pré-eclâmpsia. Para todas elas, o tratamento adequado reduz a incidência dessas complicações e quase as igualam às mulheres.

A alta prevalência de obesidade nas mulheres com SOP deixa claro que essa patologia é uma das causas mais comuns do ganho de peso na população feminina. Por se tratar de doença crônica e de evolução progressiva, somente o diagnóstico e tratamento precoces podem prevenir as conhecidas complicações metabólicas e hormonais da síndrome como diabetes, hipertensão arterial,  infertilidade, alterações estéticas como o excesso de pelos e  as doenças do fígado causadas pela obesidade. 

Por Citen às 09h59

25/08/2011

As novas possibilidades na dieta do diabetes

Nos últimos anos tem surgido uma forte tendência em utilizar certos tipos de gorduras em substituição a uma porção de carboidrato na dieta dos diabéticos. A gordura em questão é conhecida como monoinsaturada e encontrada no azeite de oliva, abacate e castanhas. Essa permuta resultaria em redução da atual recomendação de 50 a 60% de carboidratos para cerca de 45%, aumento do teor de gorduras totais de 30% para cerca de 40% e ainda pequena elevação do teor de proteínas.

O primeiro trabalho que demonstra os efeitos benéficos dessa nova possibilidade de dieta no controle das glicemias dos diabéticos acaba de ser publicado na revista Diabetes Care. O aumento da ingestão de gorduras monoinsaturadas através de um mix de castanhas resultou em melhora significativa do controle do diabetes e do perfil do colesterol, sem interferência no peso corporal dos pacientes que participaram do estudo.

Os efeitos dos carboidratos na elevação do açúcar do sangue dos diabéticos são conhecidos de longa data. Aprendemos desde cedo a substituir porções de carboidratos refinados por integrais e moderar suas porções. O que não sabíamos até então é que eles poderiam ser trocados por gorduras e o resultado ser benéfico.

Mas nada é tão simples quanto parece. Não é fácil planejar um cardápio dentro desses ditames. Reduzir carboidratos continua sendo um grande desafio e as gorduras do bem, presentes nos alimentos fontes, tem mais que o dobro das calorias dos carboidratos. Isso significa que esses alimentos devem ser consumidos em porções muito regradas para que não resulte em aumento das calorias da dieta, com conseqüente aumento de peso. Isso é tudo o que não pode acontecer com o diabético. Quando ele engorda, todos os seus parâmetros metabólicos se alteram.

Para se ter uma idéia de como ficaria essa dieta, ela deveria sofrer uma redução de metade dos carboidratos de todas as refeições. A outra opção seria a retirada total dos carboidratos de uma delas. Além disso, os pequenos lanches intermediários não podem mais conter nenhum tipo de carboidratos como bolachas, barras de cereal e nem frutas. Essas são importantes componentes da dieta e podem ser consumidas no café da manhã e como sobremesas. Nos lanches, entram as fontes de gordura monoinsaturadas como as castanhas. Nem tantas, cinco unidades pela manhã e outras cinco à tarde.

Entendemos os benefícios dessas novas opções alimentares. Mas sabemos também que poucos pacientes conseguirão se adaptar aos desafios impostos pela redução dos carboidratos. Eles também terão dificuldades em consumir as pequenas porções de castanhas permitidas diariamente. Finalmente, não será fácil aderir a uma dieta, que por conter alimentos mais calóricos, deverá ser composta por refeições de menor volume. A questão será a mesma de todas as dietas hipocalóricas. Como lidar com a fome e alcançar saciedade.

Por Citen às 19h01

24/08/2011

Podemos e devemos investir na prevenção do diabetes

De acordo com a Internation Diabetes Federation, o número de diabéticos contabiliza 285 milhões de pessoas em todo o mundo. As perspectivas ainda são piores, pois em 20 anos esse número tende a alcançar 438 milhões. E o que dizer das pessoas que estão prestes ampliar esse contingente, os chamados pré-diabéticos? Eles atualmente somam 344 milhões de pessoas e tendem a alcançar a cifra de 472 milhões em todo o mundo em 2030.

Apesar desses números não dizerem muito a várias pessoas, basta nos lembrar dos amigos e familiares e lá encontraremos alguém com diabetes ou vários deles com o perfil de risco para a doença. São pessoas com glicemias limítrofes e que poderiam se beneficiar da possibilidade real de prevenção. Essas pessoas precisam ser reconhecidas e alertadas a tempo. Há muito o que fazer por elas.

Os trabalhos científicos que revelam a possibilidade de prevenir o diabetes são inúmeros. Eles são claros quando indicam que podemos evitar a doença em até 60% dos casos. Além disso, eles comprovam a eficiência das mudanças no estilo de vida e medicamentos em alcançar essas metas. Agora vem o mais difícil, precisamos passar da teoria para a prática. Para isso, precisamos contar com políticas governamentais, educação nutricional, atividade física e disposição para as mudanças. Tudo parece tão trabalhoso, que muitas vezes nos sentimos impotentes frente a tamanhos obstáculos.

O diabetes não é uma fatalidade. É um mal gerado diariamente e que pode e deve ser combatido. As medidas para isso podem incluir a adição de meia hora diária de caminhada, substituição de duas porções de alimentos refinados por suas versões integrais, redução dos refrigerantes e sucos industrializados ricos em açúcar, diminuição do consumo de gorduras saturada e trans e perda de pelo menos 5% do peso corporal. Isso não obriga as pessoas a serem magras, mas elas precisam se tornar responsáveis por mudanças.

Alguns países tem investido todas as suas fichas nas crianças, pois acreditam que os adultos já não conseguem realizar mudanças significativas. Mas as medidas preventivas devem abranger toda a família, estimulando hábitos saudáveis. Isso pode se constituir em um grande estímulo à implementação de mudanças favoráveis no estilo de vida e na perspectiva de saúde dos familiares. Adultos e crianças. 

 

Por Citen às 12h08

22/08/2011

A fama dos ácidos graxos ômega 3 e seus reais benefícios

Uma dieta balanceada é composta por 30% de gordura. Isso pode parecer exagerado quando imaginamos que em uma dieta de 2000 calorias, 600 delas devem ser ingeridas sobre a forma de gorduras. Considerando que um grama de gordura gera 9 calorias, nós chegamos ao valor de quase 70 gramas de gordura nessa dieta hipotética. Esses cálculos deixam bem claro a importância das gorduras em nossa alimentação.

Para que uma dieta seja saudável e balanceada no quesito gorduras, é importante entender os seus diferentes tipos para que possamos priorizar a ingestão das gorduras do bem. Entre elas vem ganhando credibilidade e importância as gorduras chamadas poliinsaturadas ômega 3, encontradas em peixes (sardinha, salmão, atum e truta), sementes, castanhas e grãos  (linhaça,  nozes e soja) e principalmente em óleos vegetais como soja e canola.

A fama das gorduras ômega 3 surgiu a partir de observações dos povos esquimós, quando os pesquisadores notaram que eles tinham uma menor incidência de infarto em relação aos ocidentais, apesar de ingerirem uma dieta rica em gordura e de terem altos índices de sobrepeso e obesidade. Uma vez que a base da alimentação desses povos são os peixes gordurosos e ricos em ômega 3,  inúmeras pesquisas tentam comprovar a relação causa e efeito desse dois fatos: ômega 3 e proteção cardiovascular.

A grande dificuldade em analisarmos os reais efeitos do ômega 3 na prevenção das doenças cardíacas se deve ao fato de que o tratamento atual do infarto e a prevenção de novos eventos a partir dele tem evoluído muito e se tornado muito eficaz. Como a maioria dos estudos que utilizam o ômega 3 nesses pacientes são feitos em associação com medicamentos poderosos, fica difícil identificar os reais efeitos da gordura independente dos medicamentos.

Outro fator importante abordado em toda avaliação criteriosa desses estudos é o fato de que os mesmos povos que ingerem grande quantidade de gorduras poliinsaturadas, as gorduras benéficas, também são aqueles que ingerem muito pouca gordura saturada, sabidamente deletéria.  Isso deixa sempre a dúvida se os benefícios seriam relativos ao consumo das gorduras do tipo ômega 3 ou o menor consumo das gorduras saturadas ou ambos.

A conclusão para os vários estudos em relação aos efeitos do ômega 3 ainda está em aberto, pois ainda não temos um estudo com o poder de concluir pela utilização dessa gordura na prevenção ou no tratamento das doenças cardiovasculares. Apesar disso, independente das evidências científicas a respeito dos possíveis benefícios da suplementação, os ácidos graxos  ômega 3 devem fazer parte de toda alimentação saudável através de suas fontes naturais. Ao darmos preferência a esse tipo de gordura, nós estaremos retirando do nosso prato a maior causa dietética das doenças cardiovasculares, que é a gordura saturada. 

Por Citen às 09h22

18/08/2011

A importância da dieta após a menopausa

Sempre que uma mulher deseja perder peso após a menopausa ela deve prestar mais atenção à sua dieta. Isso se deve ao fato de que nessa fase da vida o emagrecimento ocorre às custas de uma maior proporção de massa muscular. Além disso, essa vulnerabilidade tende a se agravar com o avanço da idade.

Não há perda de peso sem redução de massa magra. Esse fato é bem conhecido de todos nós. Basta observarmos os exames de avaliação da composição corporal através da Bioimpedância para constatarmos que a perda de gordura sempre se acompanha da perda de componentes nobres no nosso corpo, como água, minerais e  músculo. Essa perda de massa magra pode sofrer a influência da composição da dieta, bem como de sua quantidade de calorias. Assim, dietas muito restritivas ou sem carboidratos promovem perda rápida de peso às custas principalmente de água e massa muscular.

Quando essas dietas desbalanceadas ou muito restritivas são incorporadas por mulheres após a menopausa, o resultado é ainda mais desfavorável. Nessa fase da vida, elas já contam com os efeitos da redução do hormônio feminino, promovendo perdas progressivas de massa magra. Juntos, esses dois fatores podem causar perda de peso associada a alterações na força muscular e no equilíbrio.

Diferente das pessoas mais jovens, que podem perfeitamente perder peso sem atividade física e alcançarem uma proporção corporal ideal, após os 50 anos isso é praticamente impossível de ocorrer. Aqui, a perda de massa magra sempre será maior que o desejado na ausência de exercícios físicos e a composição da dieta adquire papel fundamental.

Dietas balanceadas são fundamentais à saúde e também aos propósitos de perda de peso. Elas possibilitam a adequação de todos os nutrientes necessários em regimes pouco calóricos e viabilizam nossos projetos de saúde e beleza em qualquer fase da vida.   

Por Citen às 21h07

16/08/2011

A obesidade em debate na ONU


Acostumados que somos com as diversas intervenções da Organização das Nações Unidas (ONU) no combate à fome e desnutrição no mundo, não podemos deixar de manifestar nossa satisfação com a possibilidade da inclusão da obesidade dentre seus focos de ação. Isso poderá ocorrer caso seja aceita a proposta  do reconhecimento da obesidade como doença dentre o rol das doenças não transmissíveis,  durante o primeiro fórum mundial  da ONU para doenças não transmissíveis a se realizar em 19 de setembro próximo em Nova York. Apesar de que ainda contabilizamos cerca de um bilhão de pessoas com fome e desnutrição,  não podemos deixar de abordar os quase dois bilhões de pessoas com sobrepeso e obesidade no mundo.

Há muito lutamos para que a obesidade seja reconhecida como doença pelas entidades governamentais e de saúde pública. Apesar da OMS reconhecer o fato, a ONU ainda vê  a obesidade como um fator de risco para outras doenças, ao invés de ser ela a própria doença, talvez a maior de todas.  Dela se originam várias outras. Esse fórum  da ONU acena com a real possibilidade de que possamos corrigir esse erro de avaliação que tanto emperra o diagnóstico e tratamento da obesidade.

Para nós brasileiros, esse fórum tem um significado especial. Para nós e para ou outros quatro países emergentes: China, Índia, África do Sul e México. Isso porque temos em comum um passado de desnutrição e um presente com os maiores índices de crescimento da obesidade no mundo. A China, por exemplo, conta com um quinto dos obesos do mundo, cerca de duzentos milhões de pessoas. No México, oito em cada dez pessoas tem sobrepeso ou obesidade. Entre nós, os últimos dados contabilizam 30% das nossas crianças e 50% dos adultos com aumento de peso. Nada mal  quando analisamos pelo olhar dos economistas, que  analisam o crescimento de um país pelo seu consumo, mas preocupante, quando observamos que em relação ao alimento, esse consumo ocorre  sob a forma de gorduras, açúcar e sal.

Tendo em vista o fórum no próximo mês, os estados membros da ONU elaboraram um projeto abordando os temas a serem definidos no documento final. Esse projeto vem sendo delineado e deverá sofrer alterações e adendos pelos diversos países. O principal foco, além do reconhecimento da obesidade como doença, será a definição de estratégias no sentido de identificar a indústria de alimentos como parceira no combate a obesidade e disposta a realizar mudanças  no sentido de reduzir gorduras, açúcar e sal dos seus produtos.

É certo que é bom estarmos entre os emergentes. É um bom começo. Mas o nosso objetivo deve ir além.  Não queremos alcançar um alto PIB às custas de um consumo que inclua alimentos inadequados e cifras alarmantes de obesidade. Isso pode inviabilizar nossos projetos de desenvolvimento.  Precisamos de um projeto nacional de combate à obesidade e para isso ela precisa ser definitivamente reconhecida como doença e precisamos contar com a parceria da indústria. Esperamos que o fórum da ONU nos traga resultados concretos nesse sentido. 

 

Por Citen às 18h49

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Sobre o blog

Comer corretamente pode parecer uma tarefa impossível nos dias de hoje. O tempo é curto, a ansiedade generalizada e as informações são, muitas vezes, simplistas e tendenciosas, idealizando alguns alimentos e difamando outros. Esquecemos da premissa que, em Nutrição, não existem alimentos ruins, e sim dietas inadequadas. A idéia deste blog é esta - mostrar que a dieta ideal é possível e prazerosa. Juntos, podemos controlar calorias e balancear os nutrientes, respeitando as nossas emoções.

Sobre as autoras

Dra. Ellen Simone Paiva -

Endocrinologista e nutróloga, diretora do Citen (Centro Integrado de Terapia Nutricional). Mestre na área de Nutrição e Diabetes pela USP e especialista em Transtornos Alimentares pela Unifesp. Colunista dos sites Minha Vida, Guia do Bebê e do Blog de Especialistas da Dican.


Dra. Amanda Epifânio Pereira -

Nutricionista, especialista em Nutrição de Doenças Crônicas pelo Hospital Israelita Albert Eistein e em Transtornos Alimentares pela Unifesp.

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